Dentre as muitas etapas do processo de ensilagem, a determinação correta do ponto de colheita, é considerada uma etapa primordial para a obtenção de silagens de alta qualidade, uma vez que, a planta colhida muito jovem, ou seja, com alta umidade corre o risco de ocorrer aumento de perdas na silagem por chorume, e quando muito tardia, o material perde eficiência na compactação, abrindo espaço para o desenvolvimento de microrganismos aeróbios. Porém, no campo muitas das vezes o clima não é favorável à colheita, por questões de dias muito chuvosos e terreno escorregadio e de difícil acesso, ou mesmo quando as máquinas colheitadeiras são terceirizadas, demandando de disponibilidade na agenda para atender o produtor, podendo ocorrer a colheita da planta para silagem, cedo ou tarde.

Nesse sentido, desenvolvemos um trabalho na Fazenda XXXXX, localizada no município de Patrocínio, Alto Paranaíba, no qual a silagem de milho apresentou 44,11% de matéria seca, foi inoculada com SILOTRATO e aberta com 40 dias de fermentação, a amostra da silagem para análise foi coletada após o consumo de pelo menos 1/3 do silo trincheira. Podemos observar na Tabela 1, que apesar de ter colhido a forrageira com baixa umidade e alta matéria seca, a silagem apresentava-se estável e com reduzidas perdas por fermentação, a temperatura do silo era de 29,8ºC, com odor agradável, coloração verde amarelada e ausência de percas microbiológicas aparentes. Essas características mostram a eficiência no controle de microrganismos aeróbios, mantendo o valor nutricional da silagem mesmo quando em desafio.