Uma das formas mais comuns de conservar alimento, para animais é através da silagem, que pode ser de vários tipos de culturas, por exemplo, milho, sorgo e gramíneas.

A silagem resulta do processo de ensilagem, no qual temos uma forrageira ou grãos que são previamente triturados no tamanho correto, compactados e armazenados na ausência de oxigênio, em estruturas que na maioria das vezes são um tipo de silo, para que haja o processo de fermentação. Existem várias formas de armazenamento como os tradicionais silos trincheira, de superfície e bag, sendo que, o tipo de armazenamento escolhido vai depender principalmente de fatores econômicos, disponibilidade, espaço e tecnologias disponíveis na propriedade. Porém atualmente vem sendo observado no mercado “silageiro” a utilização crescente de silagens ensacadas como uma forma de armazenamento, principalmente para facilitar a sua comercialização. Elas facilitam o transporte e permitem a venda fracionada do produto. São utilizados sacos plásticos para silagem, sendo recomendado que esse tipo de filme plástico tenha uma espessura de 200 micras, com um volume de aproximadamente 100L, resultando na média em 30kg de silagem ensacada.

O material a ser ensacado já pode estar “curtido”, ou seja, já ter passado pelo processo de ensilagem dentro de algum tipo de silo, ou pode ser armazenado logo após o processo de moagem, sendo colocado através de maquinário apropriado. É necessário a compactação do material que está sendo ensilado para garantir a retirada do oxigênio, em sequência serão esses sacos fechados.

Recomendasse o armazenamento dos sacos em pilhas na horizontal (fig.1) para ajudar numa maior compactação do mesmo. No Sitio Fênix, propriedade localizada no município de São Francisco de Paula, centro oeste de Minas Gerais, foram ensiladas plantas de milho inteira safrinha, com uma MS (fig. 2) em torno de 40%, em um silo trincheira com paredes de terra batida. A moagem do milho foi feita com forrageira de arrasto e o material inoculado com o inoculante SILOTRATO 250G, através de uma inoculadora (fig. 3), onde foram pulverizados 2L por tonelada de material. Estando o silo aberto 45 dias pós o seu fechamento. Uma das maiores dificuldades da propriedade era dar vazão ao escoamento diário de retirada da silagem, pois a propriedade na atual situação possuía um menor número de animais. Assim, o ensacamento da silagem e a vedação novamente do silo foi o melhor manejo encontrado pela propriedade.

Foram retidos uma quantidade de material e ensacados no mesmo dia e o silo novamente vedado. Essa silagem ensacada tem um tempo de “prateleira” de 20 dias na propriedade. Foram aferidas temperaturas desta silagem (fig. 4), 15 dias após o ensacamento e armazenamento na horizontal. Foi constatada estabilização da silagem, essa estabilidade é devida principalmente pela ação das bactérias heterofermentativas (fig. 5) compostas no SILOTRATO 250G e consequentemente sem nenhum tipo de fungo aparente (fig. 6), com a mesma apresentando uma excelente aceitação pelos animais (fig. 7) da propriedade.

Figura 1: Silagem ensacada

Figura 2: Informações da amostra

Figura 3: Inoculadora

Figura 4: Aferição temperatura

Figura 5: Ação bactérias Heterofermentativas